Iluminação à luz de velas

VELA (iluminação): deriva do Latim vigilare, “cuidar, observar, vigiar”.

E que esta veio de uma raiz Sâncrita vag’ayami, “incito, turno alerta, alegre”

 

Galera iluminada…..

A luz de velas para a iluminação, tanto no sentido funcional quanto simbólico, está presente no mundo, assumidamente, em torno de 2.000 anos, não sabe-se ao certo quando as velas foram criadas, o que sabe-se através de escritos bíblicos, é que foi introduzida a liturgia cristã em 300DC.

Há vestígios também, de que foram achadas nas pirâmides um certo instrumento muito parecido com a vela que era fabricado por um resíduo em que era aproveitado os restos das lucernas, colocavam um cordão no meio e a finalizavam com uma espécie de breu em volta deste material para que não se desfizesse, e assim pudesse criar uma iluminação.

As velas estão entre as fontes de uso da antiguidade, o fato de terem sido introduzidas nas religiões, principalmente a cristã, deve-se ao fato que os muitas pessoas realizavam seus cultos em cavernas, escondidos devido a proibição, e utilizavam velas para iluminar os locais, motivo que as utilizam até os dias atuais dentro de seus simbolismos sagrados (por isso vem do latim “vigilare” e significa cuidar, observar, vigiar).

Outro fato interessante da presença simbólica da iluminação de velas est no bolos e começou na Grécia antiga. Os gregos costumavam acender velas no bolo oferecido à deusa Artemis (deusa da caça) que era associada ao luar e à magia, e para eles, as chamas das velas simbolizava a luz do luar.

Na Idade Média, esse costume chegou à Alemanha, então os camponeses faziam festas que começavam ao raiar do dia, então as velas eram acesas e as crianças acordavam com a chegada do bolo, nessa época o bolo não vinha com a quantidade de velas da idade, porém recebia uma vela a mais para representar o simbolismo da iluminação com referência a: “luz da vida”.

No teatro podemos citar também seu grande uso em espetáculos, cuja iluminação cênica era feita em salas fechadas até o advento da luz elétrica.

Imaginem assistir a um espetáculo em que a luminosidade fica oscilando devido a chama, ou pior, os grandes castiçais que iluminavam a sala toda do teatro, respingavam cera em quem estava abaixo dele, não é a toa, que foram criados os camarotes para os nobres e o povo permanecia abaixo.

Independente de sua origem, a vela é uma fonte de iluminação que inspira a momentos aconchegantes, a um jantar a dois, um momento romântico, a brincadeiras de contar histórias.

Sabe-se também que são utilizadas em rituais em diversas culturas, é uma forma de energia simples e usarmos na decoração de uma casa, seja ela simplesmente para enfeite ou mesmo acesa, sempre causa um charme ao local.

 

Curiosidade:

Ao lado, vemos o que podemos chamar de “primeira tentativa de dimerização da luz na história”, foi uma idéia que ocorreu na idade média, quando Sabattini (referência em criações de maquinaria teatral da idade média) deixou em seu livro uma maneira de como diminuir a luz da cena, utilizando dois cones, que quando manipulados para cima e para baixo, alterava-se a intensidade da iluminação; um detalhe, não tem-se a certeza se isso foi utilizado ou não por ele.

 

 

Fontes:

“A história da iluminação Artificial” de Natale Bonali

http://www.lumearquitetura.com.br/lume/default.aspx?mn=632&c=1326&s=

http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/vela/

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cartilha de iluminação cênica

 LUZ SEMPRE!!

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