Ser Luz, já se passaram alguns dias, porém não posso deixar de homenagear esse profissional que tanto me inspira na Iluminação Cênica: Ingo Maurer, gratidão!!! A luz De Ingo Maurer: o brilho de um homem que viveu da iluminação. Nestes tempos recentes perdemos um grande homem da iluminação, uma referência para qualquer iluminador, um dos grandes e mais interessantes referenciais do meu trabalho. Ingo Maurer, um designer de lâmpadas e uma pessoa que lidou com a luz de forma extremamente particular. Ingo Maurer foi designer gráfico de profissão, mas sua fascinação e destaque desde cedo sempre foram as lâmpadas e a iluminação, que ele sempre apreciou, a ponto de que construir uma carreira inteira na arte de explorar a luminosidade e a escuridão. Seus trabalhos sempre foram, em sua essência, aquilo que um designer realmente deveria buscar: a beleza e a plasticidade artística nos objetos do dia a dia. Suas luminárias e lâmpadas, em sua grande maioria pensadas para mercado de massa, tinham uma beleza e ousadia diferenciadas. Suas instalações e luminárias têm um “que” de artístico despretensioso, do ousado, de criar uma ilusão de movimento com luzes e de trazer uma sensação de beleza e fascínio. Luminárias com asas, feitas para parecer apenas uma lâmpada sustentada por um fio ou ainda que existe algo se equilibrando de forma muito instável. Chamado de “poeta da Luz”, ele também apostava na inovação, sendo que sua fábrica sempre lidava com tecnologias de ponta em relação à iluminação, sendo que os últimos projetos nos quais ele andou trabalhando estavam relacionados com biolumenescência, que pode vira se tornar uma tendência muito forte para o futuro. Ele também foi o responsável por diversos projetos de iluminação em ambientes, fazendo iluminação para desfiles, galerias de arte e tantas outras atuações. Ele, definitivamente era apaixonado pelo que fazia, e isso é juntamente com todas as suas obras, a herança que ele deixa para nós, que seguimos levando a luz por aonde vamos. O que você pode aprender sobre a vida e obra de Ingo Maurer? Uma vida tão repleta e cheia de descobertas e atividade como a de Ingo Maurer é um verdadeiro arcabouço de conhecimento. Vou dividir com vocês algumas das lições que ele me deixou: Inovação é bom, mesmo que não funcione: Ele sempre INOVAVA, na verdade ele chegou a quase falir nos anos 80 devido a um investimento em uma nova tecnologia de iluminação que acabou não vingando, mas isso não lhe tirou o desejo de sempre ver o novo, porque ele também foi um dos primeiros a investir no LED. Busque inspiração no dia a dia, e refaça o óbvio: as obras mais marcantes de Ingo Maurer eram aquelas que comunicavam de forma marcante. Projetos como “Porca Miséria!” e “Bulb” (abaixo) fizeram sucesso exatamente porque eram acessíveis e ainda assim diferenciados e inspiradores. Busque na simplicidade a potência da sua arte. Você nunca deixa de aprender: Ingo sempre trabalhou com designers mais jovens e de menos reputação em diversos projetos. Sempre acessível e disposto a aprender, ele nunca se trancou em uma torre de marfim e sempre estava disponível para todos ao seu redor. Essa é a minha tentativa de homenagear esse homem tão incrível, que foi uma influência na minha carreira e que sempre vai ser lembrado quando as luzes forem acessas de uma forma diferente da tradicional. Mais algumas obras de Ingo Maurer Referências Ingo Maurer e dados técnicos https://www.ingo-maurer.com/de/ Brindes especiais do post Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o Podcast do “Cartilha de Iluminação Cênica”, ouça no link abaixo: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Iluminação Cênica: os fantasmas nos divertem – parte 3/3
Iluminação Cênica e o Pré-cinema – os fantasmas nos divertem – parte 3/3 “Iluminação Cênica e o Pré-cinema” é uma trilogia especial para o Halloween que reescrevo de meu antigo blog. Nessa trilogia comento sobre a importância da Iluminação Cênica e outras artes visuais responsáveis pelo cinema de terror que temos hoje em dia, divirta-se. “OS FANTASMAS NOS DIVERTEM” – último post em homenagem ao Halloween 2016 (artigo reescrito do meu antigo blog) – Ainda continuo aqui, com Jack (de Tim Burton), e neste último post tentarei fazer um fechamento falando sobre o MEDO, esse instinto que todos temos, e que ao mesmo tempo que causa repulsa. Devem ter notado, que a data me sugestionou a falar sobre isso nos posts anteriores e como o entretenimento pega carona no tema e faz acontecer em torno dele, através vários filmes de terror e suspense, espetáculos de teatro, minisséries, livros, e claro, parques temáticos com dedicação especial ao tema de terror; menciono também as histórias do cotidiano contada pelos nossos avós e parentes mais velhos, principalmente se viveram no interior e em fazendas. Apenas colocarei minha visão como um espectador, não quero de maneira alguma abordar isso com algum conceito… mas o que me fascina nesse tema é a maneira com que trabalhamos o medo, mas aqui tentarei me remeter somente ao entretenimento, então abro falando uma frase dum artista que sou muito fã que é Lenine, ele diz na música: “Miedo”: “O medo é como um laço que se aperta em nós” – Lenine Como citei no post 2/3, Robertson aproveitou do clima da Revolução Francesa para criar o “Phantasmagorie”, mas hoje nos acontece o mesmo, mas com outros medos. A violência é um desses medos modernos, acredito que por isso um filme com essa temática funcione tanto. Mesmo sabendo que na tela se trata de uma ficção, é duro e nos causa medo, angústia e pavor imaginar que é realidade. As imagens que nos séculos 18 e 19 assustavam, eram apenas ilusões, mas as imagens que temos hoje no mundo virtual (digo televisivo e cinematográfico) infelizmente são a mais pura realidade. Nestes dias em que estive preparando os posts, fiquei imaginando como seria ver ao vivo um efeito como “Pepper’s Ghost”. Ou mesmo as encenações de “Phantasmagorie”, numa sala escura, em que a luminosidade da projeção tinha falhas, com certeza deveria ser muito assustador, o clima todo, as ruas mal iluminadas até a ida ao local que aconteceria. É pessoal, e deixo aqui um pensamento que costumo dividir com meus amigos: “Essa sensação de medo seria possível se houvesse uma claridade “chapada”? Alguns vídeos modernos com o efeito Pepper´s Ghost Presente com artigo especial Deixo aqui na lateral um artigo especial que escrevi para a revista “Luz e Cena”, em 2010, clique na imagem par baixá-la: Especial Iluminação Cênica e Pré-Cinema 3/3, links de auxilio: Links de pesquisa sobre os assuntos: capa: https://covers.alphacoders.com/cover/view/34094 http://www.galanteeshow.be/index1.htm http://en.wikipedia.org/wiki/Phantasmagoria https://cineimaginario.wordpress.com/2014/09/25/lanternas-magicas/ (neste link existem 12 páginas disponíveis com fotos, animações, história, livros e links, vale a pena) https://cineimaginario.wordpress.com/2014/09/25/lanternas-magicas/ http://animacionartesvisuales.blogspot.com.br/?view=timeslide … “Iluminação cênica e o pré-cinema” é uma trilogia, com pesquisa livre, sobre o período “Phantasmagorie” que faz parte de um pesquisa que possuo sobre a história da iluminação cênica vista pelos ângulos da antropologia, filosofia e psicologia com um aporte na história das artes em geral com o objetivo de demonstrar como a luz e a iluminação interferem em diversos campos dos acontecimentos em nosso mundo e cria a história conjuntamente com a sociedade … OBSERVAÇÃO: Para que não ocorram confusões futuras e caso algum artista mencionado nesta série especial sinta-se incomodado com o post, peço a gentileza de entrar em contato comigo através de meus canais digitais, grato. Brindes especiais do post Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o Podcast do “Cartilha de Iluminação Cênica”, ouça no link abaixo: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Iluminação Cênica: Phantasmagorie – parte 2/3
Iluminação Cênica e o Pré-cinema – o período Phantasmagorie – parte 2/3 “Iluminação Cênica e o Pré-cinema” é uma trilogia especial para o Halloween que reescrevo de meu antigo blog. Nessa trilogia comento sobre a importância da Iluminação Cênica e outras artes visuais responsáveis pelo cinema de terror que temos hoje em dia, divirta-se. O período “Phantasmagorie” Continuando nosso papo sobre aparições de fantasmas, mas desta vez através da “Lanterna Mágica”, mais propriamente com as sessões de exibição chamadas de “Phantasmagorie”. Como tenho como proposta em meu blog à pesquisa, todas as imagens estão “linkadas”, basta clicar sobre elas e será levado ao site de origem da imagem. A idéia inicial da “Lanterna mágica” foi baseado num invento de Leonardo Da Vinci, chamado de “Câmara escura”, vejam o esquema abaixo seu funcionamento: Essa foi uma grande contribuição de Da Vinci ao cinema, pois, a partir desse equipamento começou o questionamento sobre novos aparelhos óticos, sendo o advento da fotografia. Já a lanterna mágica era o contrário da Câmara escura, foi criada pelo padre alemão Athanasius Kirchner, no qual numa caixa ciíndrica iluminada a vela, projetava imagens que eram desenhadas numa lâmina de vidro (mesmo processo do nosso atual 35mm com materiais diferentes). Um curiosidade, antes de Athanasius Kirchner assumir o posto de criação, existem alguns registros: o físico e matemático árabe Alhazen (965-1040 dC), que foi considerado o pai da ótica moderna, já havia alguns estudos sobre uma “câmara escura”. Christian Huyghens (1650), já havia desenvolvido um aparelho parecido que nomeou de “Lantern of fright”, ou seja, “Lanterna do susto” devido a projetar imagens assustadores, que pareciam aparições fantasmagóricas. A ótica da “Lanterna Mágica” é muito parecida com nossos aparelhos no teatro, ao fundo um espelho côncavo que reflete a luz, a princípio da vela e lamparinas, em seguida envia os raios de luz para uma abertura que passava pela lente, gerando uma projeção ampliada na parede (podemos considerar também um ancestral do nosso projetor de slides atual). Essa luz em 1780 foi trocada pela “Lâmpada de Argand”, em 1820 “Lâmpadas a gás” e em 1850 a lâmpadas de arco de carbono melhoraram muito essa luminosidade; para o efeito “Pepper’s Ghost”, utilizavam as lâmpadas de arco também. Como disse que esse post seria uma homenagem ao meu Halloween de 2016 e meu novo blog no site, agora entro no assunto que quero: as sessões de “Phantasmogoria”. Na sequência 2 vídeos que exemplificam a Lanterna Mágica: O avanço da Lanterna Mágica Na segunda metade do século 18, houve uma obsessão pelo bizarro e sobrenatural, um charlatão chamado Paul Philidor se passou por um feiticeiro, em Viena, e usou o truque de aparição com a Lanterna Mágica, desmentido o povo ficou perplexo, pois realmente acreditavam que poderiam ser visões e aparições de fantasmas. Etiene Gaspar Robertson, foi um inventor belga e fascinado pela mágica, em 1780, começou a estudar e criar com a “Lanterna Mágica” dentro do estilo de “Phantasmagorie”. Esse período é um pré-cinema, usavam projetores com imagens do diabo, espíritos, caveiras; utilizava como projeção uma tela feita de gaze, causando a impressão que “espíritos flutuavam”. Conta a história que em seu primeiro show em “Phantasmagorie”, chamou espíritos de seus parentes mortos, e assim o fez: numa projeção em que primeiro apareceria um diabo com uma faca, em seguida fotos do parentes mortos. Produziu um outro show mais escandaloso, passando a chamar sua “Lanterna Mágica” de “Fantasmacópio”. Mudou-se para um teatro maior, e teve a possibilidade de criar mais imagens, com slides movidos mecanicamente por toda a sala escura; dessa sua última apresentação, existem duas peças de vidro que se encontram no Conservatoire National des Arts et Métiers, em Paris. Aproveitando a sensibilização dos franceses depois da Revolução Francesa, criou um espetáculo numa cripta abandonada no convento de Capuchinhos, local que criou um show que poderíamos chamar hoje de “multimídia”. Chegou a exibir um céu cheio de relâmpagos com esqueletos se aproximando e se afastando do público, e com auxílio dos assistentes provocavam sons, vozes, fazendo com que o espectador esquecesse que estava num ambiente de ilusão, e dizia: “Só estou satisfeito se meus espectadores, estão tremendo e estremecendo, levantar as mãos ou cobrir os olhos de medo de fantasmas e demônios correndo em direção a eles.” A polícia suspendeu seus shows temporariamente, acreditando que Robertson seria capaz de trazer Luís XVI de volta, e depois de um tempo voltou a encenar novamente, mas um de seus ex assistentes montou outro show, mostrando as técnicas usadas na “Phantamasgorie”, ação que o forçou a desvendar os truques ao público, expandindo a técnica por toda a Europa e EUA, e mais tarde, em 1860, foi usado no invento de “Pepper’s Ghost”. Outras curiosidades A “Lanterna Mágica” foi o advento do cinema, mais tarde descobrem a técnica da fotografia, a persistência retiniana, e os irmão Lumière criam o primeiro filme, mas isso deixo para outras histórias. Deixarei aqui uma curiosidade que achei na internet, um esboço do mecanismo Pepper´s Ghost num pequeno livro japonês (clique na imagem para levá-lo à pagina que encontrei o material), ao lado descreve como proceder com o mecanismo: A história requer alguma preparação. Você vai precisar de uma folha de vidro através do qual se pode ver claramente. O público não deve ser capaz de ver a folha de vidro. O público deve estar sentado por trás da folha de vidro. Use uma lanterna mágica para projetar uma imagem fantasma na folha de vidro. OUTROS INSTRUMENTOS DE MOVIMENTO “THAUMATROPE“ O “Thaumatrópio” (vem do grego e quer dizer algo como “Giro Fantástico”) é um disco com ambos lados desenhados com imagem que permanecem sobrepostas, e quando girado tem a noção de terceira dimensão, rapidamente tornou-se um brinquedo na época. Os primeiros exemplos vinham com imagens de pássaros, flores, trocadilhos de palavras. Eu comparo esses movimentos a mesma técnica usada no laser, tamanha é a velocidade que gira, que o olho humano “enxerga” somente a
Iluminação Cênica: Peppers Ghost – 1/3
Iluminação Cênica e o Pré-cinema – efeito Pepper’s Ghost – parte 1/3 “Iluminação Cênica e o Pré-cinema” é uma trilogia especial para o Halloween que reescrevo de meu antigo blog. Nessa trilogia comento sobre a importância da Iluminação Cênica e outras artes visuais responsáveis pelo cinema de terror que temos hoje em dia, divirta-se. A CRIAÇÃO DO EFEITO “PEPPER’s GHOST” Original de minha postagem “Enquanto os fantasmas nos divertem”. Aproveitando o Halloween e comento aqui um truque de ilusão que foi uns primórdios da utilização de projeção e reflexão num teatro (não me esqueço que a sombra é milenar) e sempre a Iluminação Cênica presente. No terceiro post comento que “os fantasmas nos divertem” numa data como esta. Me remeto a um personagem de um dos meus preferidos filmes que é Jack, criado por Tim Burton, (The nightmare before Christmas) com título traduzido “O estranho mundo de Jack“. Por eu ter um objetivo com este blog ligado diretamente a pesquisa e com informações seguras e comprovadas, todas as fotos estão linkadas para a matéria original, diretamente na fonte de onde retirei as imagens. Tem uma semelhança ao meu post especial de Halloween: a inovação; “Jack” foi o primeiro longa de animação que se tem registro, assim como o efeito de aparição fantasmagórica que falarei neste post em especial. Iluminação Cênica e aparição de fantasmas em cena O primeiro registro que se tem na história de um efeito de aparição de fantasmas, data do ano de 1860. Conta a história que o engenheiro inglês Henry Dircks, e químico John Henry Pepper (1821-1900), após uma parceria, desenvolveram o efeito que levou o nome “Sgt. Pepper’s Ghost”: no qual criou mecanismos com truques de reflexão em vidros e espelhos, existe um indício que já usavam um truque parecido antes disso, mas a confirmação datada é somente esta. A foto acima é uma ilustração do exemplo de ilusão de Pepper em ação, como ilustrado em um manual da virada do século. Observe que o “fantasma”, no painel superior, representa num ângulo de imagem em que o público percebe o realismo, mesmo não sendo um ator real. O único artista real nessa imagem está abaixo do público e fora do alcance de visão, sendo iluminada por um projetor, com uma fonte de iluminação com velas, refletido no vidro. Tão logo o efeito foi mostrado, ganhou repercussão e teve o nome ligado ao seu criador “Pepper’s Ghost”. Apesar do efeito ser muito simples, havia alguns inconvenientes e limitações, o vidro era um deles, era grande e seu manuseio era com todo o cuidado por ser muito pesado, e uma vez fixado não haveria muita movimentação. Esse foi um outro inconveniente quanto a acústica. Sabe-se que naquela época (século 19), não haviam amplificadores nem microfones, e o vidro criava um espécie de escudo acústico. Corria-se o risco da plateia não ouvir alguma parte da encenação. Devido a isso, o efeito foi logo adaptado em feiras, casas assombradas, passeios escuros e espetáculos de carnaval, que mostra um fantasma parado, sem estar envolvido com a platéia. Há registros desse efeito pela iluminação cênica em espetáculos de “Christmas Carols” (de Natal) e produções de Shakespeare como Hamlet e Macbeth. Atualmente são muito bem empregados nos parques, em entretenimento como da Disney World, onde é uma atração da Haunted Masion, que desde a década de 90, existe um salão de festas, onde é possível visualizar fantasmas mecatrônicos executando movimentos fora da vista do público, enquanto o espectador percorre um mezanino elevado e visualiza o belo efeito do ângulo superior: Iluminação Cênica e o efeito “Pepper´s Ghost”? Para quem conhece o grupo Gorillaz, sabe que os artistas nunca apareceram em público e seus clipes são desenhos de animação (digo que são fantásticos). Além dessa ótima jogada de marketing, a mais surpreendente foi um de seus shows que estreou em novembro de 2005, no qual apareceram como personagens em 3D e dividiram o palco com artistas reais: Cara Speller, produtor do show do Gorillaz ao vivo, comenta sobre o show: “É uma tecnologia bastante antiga. . É essencialmente “Pepper’s Ghost”, que foi uma adaptação para o Victorian (local do show ao vivo) de reflexão e projeção para os espelhos.” Veja no vídeo abaixo, a partir de 2:27 , um pedaço desse efeito: Mais informações sobre Gorillaz no link: https://www.youtube.com/watch?v=Ww9lQsEzRWw Especial Iluminação Cênica e Pré-Cinema, links de auxilio Vídeo bônus de efeitos visuais: Crie você mesmo seu “Pepper´s Ghost” Links com informações sobre “Pepper’s Ghost”, dos quais também utilizei para consulta: capa: https://br.pinterest.com/pin/554576141592301724/?lp=true http://www.acmi.net.au/AIC/PEPPER_BIO.html http://easyweb.easynet.co.uk/~s-herbert/pepghost.htm Links de pesquisa sobre os assuntos: http://www.galanteeshow.be/index1.htm http://en.wikipedia.org/wiki/Phantasmagoria https://cineimaginario.wordpress.com/2014/09/25/lanternas-magicas/ (neste link existem 12 páginas disponíveis com fotos, animações, história, livros e links, vale a pena) https://cineimaginario.wordpress.com/2014/09/25/lanternas-magicas/ http://animacionartesvisuales.blogspot.com.br/?view=timeslide … “Iluminação cênica e o pré-cinema” é uma trilogia, com pesquisa livre, sobre o período “Phantasmagorie” que faz parte de um pesquisa que possuo sobre a história da iluminação cênica vista pelos ângulos da antropologia, filosofia e psicologia com um aporte na história das artes em geral com o objetivo de demonstrar como a luz e a iluminação interferem em diversos campos dos acontecimentos em nosso mundo e cria a história conjuntamente com a sociedade … … continua no post “Iluminação cênica e o pré-cinema” – o período Phantasmagoria – parte 2/3 …. OBSERVAÇÃO: Para que não ocorram confusões futuras e caso algum artista mencionado nesta série especial sinta-se incomodado com o post, peço a gentileza de entrar em contato comigo através de meus canais digitais, grato. Brindes especiais do post Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o Podcast do “Cartilha de Iluminação Cênica”, ouça no link abaixo: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Iluminação Cênica: motivação em sua carreira
Muitos profissionais em Iluminação Cênica me procuram perguntando sobre o que é a motivação na carreira, explicarei um pouco nesse post. Mas antes de tudo, saiba que esse processo deverá começar em você. Isso mesmo, saiba que você é o principal “motivador” para a posição em que você ocupa atualmente. A palavra “motivação” é a união de 2 simples palavras: MOTIVO + AÇÃO. vem do latim movere: “deslocar, fazer mudar de lugar” + agere: “colocar em movimento”, atuar, fazer, agir” Como pode ver está ligado totalmente a você agir de alguma, e isso muitas vezes está ligado a você deixar sua zona de conforto da qual está adaptado e reorganizar sua carreira de alguma maneira. Enquanto isso não acontece, os seus desejos parecem não fluir de alguma, você se sente mal. Da mesma forma que parece que o mundo desaba em você e parece não ter saída para nada. Saiba que isso, isso ocorre com todo mundo, você não é o único a passar por isso. Por isso a mudança de certos comportamentos deve ser necessárias para que melhore este estado atual de espírito. Algo muito interessante sobre a palavra comportamento: do latim comportare: “trazer junto” + latim com: “junto”, + portare: “levar, portar” Ou seja, mudar o comportamento através da motivação seria algo como: “abraçar uma causa, estudar sobre ela e tomar como uma nova ideia que o fará crescer tanto interno quanto externamente”. Por exemplo, na prática, como isso pode acontecer: Você está numa fase em que parece não conseguir nada; aproveite para entender onde está o erro: no seu preço? Em seus materiais? Em sua equipe? Ou em você mesmo? Questionar-se requer um autoconhecimento grande e tomar a atitude para mudança mais ainda. Isso poderá levar desde pouco a muito tempo, dependerá de como irá encarar esse novo desafio. Os desafios são os principais motivadores de comportamento para que você saia da zona de conforte e comece a ter atitudes que o façam crescer e voltem você a “ativa” novamente. A Iluminação Cênica Muitas pessoas ficam na dúvida sobre como chamar os profissionais da área de Iluminação Cênica. Isso porque existem dois termos bastante condizentes com sua profissão e são mais populares no meio, que são: Iluminadores ou Lighting Designers. Ao pesquisar um pouco sobre artes visuais e artes plásticas, você percebe a grande confusão que as pessoas fazem com a palavra Designer, que surge da palavra “desígnio” que lá no século XVI os artistas acreditavam que era “Designados por Deus” todos aqueles que expressavam algo através de pintura ou arte. Todas as artes visuais como arquitetura, pintura, escultura vieram do desenho. Já americanizando as informações Draw (desenho) e designer (projeto) os iluminadores conseguem compor de forma harmônica, cores, ângulos, luz sobre objetos de cena e isso tudo com base em desenhos e projetos de luz. Sendo assim, ambos os termos podem ser usados, mas cada um no seu sentido da palavra, onde iluminadores e lighting designers são aqueles profissionais no momento em que começam a desenvolver um projeto para fazer a iluminação cênica. O fazer da Iluminação Cênica A arte de iluminar evoluiu muito desde os primórdios e se transformou de forma muito rápida devido aos equipamentos que foram surgindo, principalmente neste últimos anos. A tecnologia foi responsável pelo grande avanço dentro da Iluminação Cênica, isso não se pode negar. O ato de intervir em um espaço com a luz e mais um conjunto de ações é fazer iluminação. O iluminador tem como atividade várias ações que podem variar de acordo com cada tipo de espetáculo, assim como também existem profissionais que são contratados de empresas, especializados em programas e emissoras de TV. Todo iluminador costuma ter assistente de iluminação, uma equipe de eletricistas e os operadores. Os assistentes são responsáveis por executar tarefas como alinhar refletores, orientar os eletricistas sobre a instalação de alguns equipamentos. Os eletricistas instalam e montam equipamentos, testam os sistemas para que não haja nenhum acidente. Enquanto os operadores de luz são responsáveis por programar as mesas de luz, e operá-las durante os espetáculo. Quando há necessidade adaptar o mapa de luz, em acordo com o iluminador. Isso quer dizer que existe toda uma equipe por trás do trabalho, mas quem desenvolve o projeto de iluminação cênica, seguindo o roteiro e com princípios de criação é o iluminador ou Lighting Designers e toda a motivação para esses profissionais está no resultado final do trabalho. Quando a equipe trabalha junto e em união o trabalho tende a ficar impecável. Uso das tecnologias e experiências na Iluminação Cênica No mercado não existem cursos com diploma para iluminador ou assistentes para exercer as atividades. Já os montadores e eletricistas devem ter algum comprovante de formação na área elétrica que seja reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino, segundo uma norma Regulamentadora. O setor tecnológico dessa área está sempre em crescimento e melhorando cada vez mais em avanços e melhorias de seus equipamentos. Existem vários produtos que são lançados ano após ano para melhorar e facilitar o trabalho do iluminador, e que serve de grande motivação para esses profissionais da área. Inclusive dentro do setor de iluminação residencial e itens de decoração que movimenta muito à área da arquitetura e dos lighting designers. Os consumidores têm se preocupado cada vez mais em iluminar suas casas de maneira a valorizá-las e isso tem grande destaque em feiras nacionais e internacionais. Quem pretende trabalhar nesse meio deve estar sempre se atualizando e buscando por informações, pesquisas e novas tecnologias. Portanto, não existem cursos regulares para se trabalhar com iluminação, mas alguns cursos livres. Pela internet é possível buscar por cursos de especialização em iluminação para poder se aperfeiçoar ainda mais na profissão e adquirir mais conhecimentos na área. Motivação para os profissionais em Iluminação Cênica Tenha humildade: o outro sempre saberá mais que você Todos tem sempre algo a te ensinar Crie metas para sua carreira Faça cursos sobre tudo que envolva a sua área Peça feedbacks, e também os
Carreira na Iluminação Cênica: 17 insights
Caro iluminado, insight para a carreira de Iluminação Cênica, é nosso tema de hoje! A palavra INSIGHT tem sido adotada muito no que refere-se a assuntos de carreira, sua tradução para o português poder ser intuição, e através da intuição que temos nossa perspicácia, discernimento, obtemos conclusões, pensamos de maneira introspectiva. A psicologia estuda também que são “flashs” de idéias que nos dão claridade, luz, a um determinado assunto, por isso são ferramentas extremamente fortes utilizados em palestras, defesas e discursos como frases de impacto, atingindo com força quem recebe as palavras. Para sua curiosidade da etimologia: INTUIÇÃO: vem do latim “INTUITO”: que significa um olhar, uma consideração; de “INTUITUS” particípio passado de “INTUERI” que é olhar, considerar, avaliar; em que “IN”= para, sobre + “TUERI” = olhar, vigiar (dessa palavra origina-se também TUTOR). Por que esses insights para a Iluminação Cênica? Gostaria de expressar sobre 17 “insights” para nossa carreira na iluminação cênica, que considero pontos importantes para analisarmos a respeito do crescimento em nosso trabalho: Iluminar é uma arte, portanto, existem técnicas a serem estudadas e comportamentos físico, químicos e neurais da luz no indivíduo que vê sua obra. Essas limitações devem ser respeitadas (é impossível ficar no Pólo Norte sem óculos de sol, pois não há controle natural da luminosidade refletiva do gelo, lembre-se disso ao criar uma iluminação cênica); Conhecimentos em artes visuais é necessário para se obter um resultado mais rápido e eficaz no comportamento visual da cena, do local iluminado (um médico aprende tudo sobre o corpo humano antes de decidir a área que irá se especializar); Saber que nossa profissão é tão importante quanto outras, nem mais e nem menos inferior (num trabalho em equipe, para que um evento ocorra, existem funções que uma depende da outra para que se ocorra um evento, pare e analise sobre essa importância); Conhecimentos tecnológicos e em informática, são FERRAMENTAS essenciais para o mundo moderno (você compraria uma máquina de escrever para enviar cartas ou redigiria um currículo nela nos dias atuais?); Saber trabalhar em equipe, controlando seu comportamento soberbo “do sabe tudo” (saiba que todos nós somos substituíveis, muitas vezes por profissionais mais competentes e melhores que nós, tome cuidado!); Não existem fórmulas nem receitas mágicas para iluminar (fujam de cursos com profissionais que dizem ter encontrado uma receita para iluminar, isso é limitação); Trabalhar com cores exige conhecimento técnico, assim como encher todas as cenas com efeitos que não param de acontecer, tenha cuidado ao usá-las (a repetição de efeitos e uso de cores erradas podem deixar o visual muito chato e confunde o cérebro, passando a ser desinteressante para o espectador, ou para quem vê aquela iluminação com certa frequência); Esteja sempre aprendendo com profissionais que possuam mais experiência que você, independente da idade (um profissional com maior conhecimento específico numa determinada área, conhece respostas de perguntas que você fará algum dia); Nossa profissão é diferenciada das outras, a escolhemos por que a amamos e a fazemos com prazer (quando criança nunca falamos que seríamos iluminadores, lighting designers, descobrimos com o passar dos anos essa profissão, e a “abraçamos” para nossas vidas); Seja visionário! (não tem lógica trabalharmos numa profissão que somos responsáveis pela estética visual, sem “enxergamos” o visual antes dos outros); Tente especializar-se na área que mais goste e pesquise a fundo sobre ela, mas nunca se esqueça de ser polivalente em suas ações “lumínicas” (trabalhar com iluminação é necessário conhecer a sociedade numa ampla cultura, por acaso percebeu como um iluminador americano trabalha de forma diferente do europeu, que trabalha diferente de um asiático, que é bem diferente de um brasileiro? Tudo devido a cultura e contexto social ao qual está inserido); Nossa profissão, na maioria dos casos, é efêmera, ou seja, você cria um projeto e o entrega para alguém que irá operá-lo ou manipulá-lo de alguma maneira (esteja bem ciente disso sempre e registre o máximo de informações possíveis em seu projeto); Nunca esqueça que segurança é primordial, seja cauteloso em qualquer trabalho, nunca arrisque-se, para isso existem normas e procedimentos de segurança (você é a primeira pessoa responsável pela sua segurança); O iluminador e lighting designer, cria um projeto de iluminação e gerência a montagem do projeto, um operador conhece a fundo a console que pede para executar seu trabalho, assim como um programador especializa-se numa determinada console, assim como um engenheiro elétrico dimensiona todo o sistema de cargas elétricas, bem como o eletricista ou técnico em iluminação faz a montagem, um coreógrafo cria movimentos no espaço, um cenógrafo transforma um espaço vazio com materiais (sempre entenda que existem funções e hierarquias a serem respeitadas em seu trabalho o universo artístico, no qual grande parte de nós exercemos nossa função); Se você quer crescer profissionalmente busque informações e esteja sempre aberto a trocar e receber novos conceitos, ideias, “toques”, “puxões de orelha”, parabenizações, junto a outros profissionais (todos temos a aprender uns com outros, mesmo que seja como não fazer algo); Inove-se sempre! (sendo mais direto: não pare no tempo!) Agora para você, profissional, que vive reclamando que os cursos tem um valor elevado, que não tem tempo para estudar ou buscar informações, termino o post com uma frase do ex-presidente norte americano Benjamin Franklin: “Se você acha que a instrução é cara, experimente a ignorância”. O convido para conhecer o canal Cartilha de Iluminação Cênica no youtube, abaixo um dos vídeos agradecendo por ter passado por aqui, fica o convite para se cadastrar e receber informação sobre o universo da Iluminação Cênica: Link utilizado: http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/intuicao/ – Brindes especiais do post Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o Podcast do “Cartilha de Iluminação Cênica”, ouça no link abaixo: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Iluminação Cênica e o Dia da Iluminação
Caro iluminado, não temos uma data tão especial na Iluminação Cênica quanto essa de 21 de outubro, em que comemorasse o Dia da Iluminação entenda porque foi escolhida esta data e como ela surgiu. “Se fizéssemos todas aquelas coisas de que somos capazes, nos surpreenderíamos a nós mesmos.” Thomas Edison Em 21 de outubro de 1879, o americano Thomas Edison, “após testar em torno de 3.000 diversos materiais para criar filamento contínuo e duradouro”, mostrou ao mundo a lâmpada elétrica incandescente, um novo produto que após energizado, conduzia energia para um filamento de carbono – feito por um fio de algodão carbonizado – fechado num bulbo de vidro (isolando o oxigênio), que tinha a capacidade de gerar uma luz visível. Tal fato gerou grande evolução tecnológica, disputas como a “Guerra das Correntes” e o crescimento da Revolução Industrial Na época de sua criação, foi elaborada para servir de luz residencial e com isso gerar investimento, ou seja, ser comercializada (foi a maior preocupação em que Edison passou horas estudando sobre a lâmpada), todos utilizavam velas ou a lâmpada a gás em sua residências, e claro que não foi tão bem aceito, em resposta a isso Edison disse que “No futuro, somente os ricos queimarão velas”; ele pensava além de seu tempo, citava frases como a seguinte “Um dia, o homem aproveitará a subida e descida das marés, aprisionará a energia solar e liberará a bomba atômica.” Thomas Edison Thomas Alva Edison está entre os grandes gênios da sociedade moderna, e dentre suas muitas genialidades, a lâmpada incandescente merece um prestígio enorme. Hoje em dia, vemos seu uso cada vez menor, parte delas estão proibidas de serem fabricadas há dois anos, permanecendo apenas as lâmpadas a tungstênio em watagens pequenas para nossas rsidências (modelos PAR e AR) e na indústria do entretenimento seu uso ainda é muito frequente, em situações em que o LED ainda não é viável para a iluminação. Você sabe o surgimento da palavra LÂMPADA? LÂMPADA: é o instrumento que gera a luz para controle da iluminação, compostos de quatro componentes básicos: – bulbo – gás inerte – produtor de luz – uma base para apoio É o material fundamental no trabalho dos profissionais em iluminação. Para sua curiosidade essa palavra vem do grego lampas: “tocha, raios de luz, meteoro luminoso”; de lampein: “brilhar”. Fonte: Dicionário de Iluminação Cênica, de Alessandro Azuos Outras invenções de Thomas Edison A lista abaixo foi retirada do site TECMUNDO, e poderá ver o original com as fotos no link: https://www.tecmundo.com.br/invencao/46323-10-invencoes-de-thomas-edison-que-ainda-utilizamos-hoje.htm 1 – Estrada de ferro eletromagnética Apesar de relativamente pouco utilizadas no Brasil, as estradas de ferros eletromagnéticas surgem como alternativa eficaz e limpa para a mobilidade urbana e também para o trânsito entre cidades, estados e países em várias partes do mundo. Em 13 de maio de 1880, Thomas Edison fazia o primeiro teste de sua estrada de ferro elétrica em Menlo Park, nos Estados Unidos. Há mais de 130 anos, então, quando temas como sustentabilidade e alternativas ao uso de combustíveis fósseis não estavam tão em vogas, o cientista já iniciava uma ideia que floraria anos depois em várias partes do mundo. As maiores cidades do planeta utilizam trens e metrôs elétricos para levar passageiros e carga de um lado a outro. 2 – Câmera cinematográfica As filmadoras modernas registram e reproduzem imagens com áudio e vídeo em alta definição e apresentam dezenas de funções diferentes para garantir a qualidade do material produzido. Mas voltando na árvore genealógica das câmeras mais modernas da atualidade está a câmera cinematográfica de Edison. Ele inventou ainda uma tela para exibir as imagens que capturava em sequência e, quando reproduzidas de forma rápida, davam a impressão de movimento — se pensarmos que os filmes digitais estão aí há muito tempo, dá para dizer que a ideia básica de Edison perdurou durante um longo período na indústria cinematográfica. 3 – Bateria de carro elétrico Thomas Edison poderia tranquilamente ser chamado de “homem-eletricidade”, pois a base de suas invenções era a energia elétrica. Outra prova disso foi a concepção de baterias de níquel-ferro que ele desenvolvia no início do século 20 e que serviam para prover energia a alguns veículos da época. Em 1901, ele apresentou a bateria de níquel-ferro e ela era mais eficiente do que as de ácido de chumbo usadas até então. Suas vantagens eram tanto ecológicas quanto de desempenho, pois causavam menos impacto ambiental e levavam menos tempo para serem recarregadas. 4 – Fonógrafo Se você pode escutar músicas saindo dos alto-falantes dos mais modernos sistemas de som, saiba que o bisavô de tudo isso é o fonógrafo. Este aparelho, que lembra muito uma vitrola antiga, foi criado em 1877 para gravar e reproduzir sons por meio de um cilindro, o primeiro do gênero registrado pela humanidade. Edison ainda foi visionário quando projetou reduzir o tamanho de seus fonógrafos a ponto de eles caberem dentro de bonecas e outros brinquedos, dando mais vida a eles. Ou seja, pense na imensidão de coisas que contam com pequenos alto-falantes e que fazem parte da nossa vida todos os dias e a dimensão do pensamento de Edison se amplia ainda mais. 5 – Microfone de carbono Há uma dúvida entre quem realmente inventou o telefone, se Graham Bell ou Antonio Meucci, mas uma coisa é certa: foi o microfone de carbono inventado entre 1877 e 1878 por Thomas Edison que deu mais eficiência ao projeto. O dispositivo contava com um sistema capaz de converter som em um sinal elétrico, permitindo que a voz fosse transmitida a longas distâncias. Edison disputou a autoria de sua patente com outro inventor, o germano-americano Emile Berliner, mas a corte federal dos Estados Unidos garantiu a ele a autoria do projeto. Então, até mesmo o captador de áudio do smartphone moderno que você usa hoje tem como ancestral o microfone de carbono de Thomas Edison. 6 – Caneta elétrica de estêncil Marcações e desenhos na pele são
Iluminação Cênica: lâmpadas PAR
Ser Iluminado, as mais famosas Fontes de Luz na Iluminação Cênica: Lâmpada PAR. Tenho certeza que você, assim como eu, já fiz uma confusão tremenda sobre as lâmpadas PAR, mas este post deixará muita informação clara sobre esse assunto. Lâmpadas PAR Halógenas (atualmente algumas já estão adaptadas com tecnologia em LED para Refit) Curiosidades sobre a lâmpada PAR na Iluminação Cênica Em meu primeiro livro “Dicionário de Iluminação Cênica” pesquisei mais de 17 anos sobre as palavras que mais usamos, nele descrevi histórias e etimologias, além de explicações de termos do dia a dia e gírias mais usadas entre os profissionais em Iluminação Cênica, e na sequência o trecho sobre a palavra LÂMPADA: “essa palavra vem do grego LAMPAS: “tocha, raios de luz, meteoro luminoso”; de LAMPEIN: “brilhar”. Entenda as siglas e usos na Iluminação Cênica LÂMPADA PAR: nome da nomenclatura em inglês “Parabolic Aluminized Reflector”, (Refletor Parabólico de Alumínio) uma lâmpada do tipo SEALED BEAM, ou seja, um refletor numa única peça composto de lâmpada de halogêneo + espelho parabólico + uma lente, numa unidade selada (ou lâmpada selada). Estão disponíveis em diversos modelos, tamanhos e potências. Mas é comum vermos nos teatros e shows a PAR64 com potência de 1000W. Entretanto, devido a seu formato de lente e lâmpadas seladas, produz um facho de luz muito forte e brilhante. Possui o mesmo conjunto interno e variando em 04 tipos de lentes de abertura do facho: VNSP (Very Narrow SPot) – Lâmpada CP 60 – conhecida como PAR #1 Possui uma lente lisa com facho de luz muito forte e estreito, em torno de 12º a 15 º ___________________________________________________________________________________________ NSP (Narrow SPot) – Lâmpada CP 61 – conhecida como PAR #2 Possui uma lente “fosca” com facho de luz estreito, variando entre 14º a 19 º ___________________________________________________________________________________________ MFL (Medium FLood) – Lâmpada CP 62 – conhecida como PAR #5 Possui uma lente com 8 “gomos” e com facho de luz mediano entre 24º x 34º ___________________________________________________________________________________________ WFL (WideFLood) – Lâmpada CP 65 – conhecida como PAR #6 Lente com 12 “gomos” e com facho muito aberto, entre de 50º a 70º ___________________________________________________________________________________________ Você encontrará esses termos em diversos modelos de lâmpadas e projetores de iluminação, principalmente com o uso do LED; são termos técnicos utilizados universalmente e é importe você, como profissional em iluminação saber as diferenças, que facilitará muito suas escolhas profissionais. Iluminação Cênica e uso de outros modelos de lâmpadas PAR No ramo do entretenimento utilizamos outros modelos de lâmpadas PAR, mesmo com a entrada dos dispositivos em LED no mercado, ainda encontramos essas fontes de luz em uso, talvez leve alguns anos para que realmente deixem de ser usadas, mas por enquanto são encontradas no mercado e em perfeito funcionamento, vamos falar um pouco sobre essas lâmpadas: PAR16 (ou MR16), 20, 30 e 38: esses modelos possuem base E-27, tem seu maior uso em iluminação residencial e comercial, utilizadas com spots de embutir, sobrepor, abajures de mesa; para seu uso em jardins são encontradas luminárias especiais com IP 65, possui variações em tamanhos e aberturas de lentes, variam conforme seu fabricante. PAR DWE 650W: lâmpada para MINI BRUTE PAR36 – PEAN BEAM: tem esse nome, que traduzido seria “pino de feijão” devido “pino” por ser usada aérea e “feijão” pelo formato que a luz da lâmpada forma. PAR46 – ACL é usada em aviões (Aircraft Lighting – tradução do inglês “Farol de avião para aterrizagem”): e foram adaptadas para o uso em entretenimento, tem seu facho de luz bem fechado. PAR56 – LOCOLITE (lê-se “locolaite”): leva o nome por ser usada em locomotivas, trabalha na tensão de 12V, necessitando transformador de rede. Gostou das informações? Clique na imagem abaixo e aprenda mais detalhes: Cuidados para manipulação de lâmpadas na Iluminação Cênica Quaisquer lâmpadas que você trabalhe, sempre tenha em mente a questão da segurança, mesmo sendo lâmpadas PAR procure sempre: utilizar luvas para manuseio, evitando acidentes evite contato direto com a fonte de iluminação em filamento sem proteção das mãos, sua pele deixa resíduos e isso pode provocar uma “corrosão” no bulbo, podendo ocasionar até a explosão da lâmpada nunca abra um conjunto ótico de uma lâmpada PAR, caso ocorra deverá ser feito o seu descarte em lâmpadas de vapor de alta pressão é muito comum o bulbo se desprender do soquete, quando isto ocorrer descarte-a com segurança ao manipular as lâmpadas para encaixe no material, tenha muito cuidado para não se machucar, o corte com vidros de lâmpadas podem ser bem incômodos (eu mesmo já fiz isso e não foi legal) Lembro que meu blog é um dos projetos online sobre iluminação cênica mais antigos do país, desde 2009 escrevo sobre o universo lumínico. Através de meu blog abordo assuntos que são de muita importância e muitas vezes não são comentados nos cursos ou mesmo em discussões sobre essa temática. Outra curiosidade sobre a palavra LENTE Abaixo, trecho do livro Dicionário de Iluminação Cênica, de Alessandro Azuos: Curioso que essa palavra vem do latim LENS: era o nome dado a “lentilha” devido a sua forma biconvexa – o nome no diminutivo “LENTICULA” acabou sendo nomeado para a leguminosa. Vidro ótico com um ou ambos os lados curvos, que tem como finalidade direcionar a luz, concentrando ou dispersando, aumentando ou diminuindo seus raios; veja mais a frente a explicação da origem desse nome.As lentes que mais trabalhamos na iluminação cênica são: Lente Plano Convexa: um dos lados é plano e o outro convexo, quando contida somente uma unidade, podemos controlar a abertura de foco; já os refletores que possuem duas lentes ou mais, podemos ajustar o foco e fazer uso de gobos. Lente Condensadoras: tem seu uso em variados tipos de refletores, condensam os raios para que haja uma concentração de luz mais forte. Lente Fresnel: leva o nome devido ao seu inventor Augustin Fresnel, essa lente possui em sua superfície vários anéis que auxiliam numa luz mais difusa, sem focagem. O projeto “Cartilha de Iluminação Cênica” é feito para você, profissional e
Inovações na Iluminação Cênica
Ser Iluminado, a Iluminação Cênica é algo que vem evoluindo de forma surpreendente. A tecnologia faz com que as possibilidades de um projeto em Iluminação fique mais preciso e meticuloso. Portanto, nos dá mais liberdade tanto para o técnico de luz quanto para o diretor de usar esse recurso como ferramenta de expressão. Como você pode perceber, esse tipo de novidade traz grandes vantagens, inovações e originalidade para seus projetos. Ao mesmo tempo, um desafio muito grande aos técnicos de Iluminação: unificar os conceitos teóricos e as novidades do mercado num processo prático, criativo e inovador em seu projeto. Quais são as grandes novidades? A grande novidade da iluminação cênica vem sendo o uso de APPs e instrumentos de Iluminação robóticos para controlar a iluminação. Além da troca dos focos de luz incandescentes tradicionais por LEDs, que também podem aumentar e diminuir sua intensidade de forma muito mais rápido e eficiente. Inclua nisso outras formas de iluminação menos tradicionais: a Iluminação em LED permite muitos formatos e outras situações similares, uso de fontes de luz como elemento de cena, muito comum em determinadas peças mais conceituais ou para colocar a audiência em uma atmosfera mais retrô. Indo para situações em que a exuberância precisa ser a palavra de ordem como shows. A combinação de instrumentos de iluminação controladas por computador, LED, laser e fibra ótica vem fazendo muito sucesso. Também é interessante lembrar que temos o uso de aparelhos audiovisuais que poderão ser agregados ao projeto. Dessa forma, o técnico de iluminação cênica tem muito mais armas em seu arsenal, mas também não pode esquecer-se dos princípios teóricos. Por que não “se perder nas inovações” é fundamental? Isso, infelizmente, é uma tendência de mercado que vem se confirmando com muitos profissionais e fazendo com que as apresentações tenham todas a “mesma cara”: o excesso de apoio na parte técnica e a falta do pensamento crítico e artístico do técnico de iluminação cênica. É importantíssimo que você tenha sempre em mente os princípios básico de iluminação cênica. Da mesma forma como o uso de luz e sombra, teoria cromática e outras. No entanto mesmo é indispensável que você associe essas teorias com as novas tecnologias. Como fazer isso? É simples! Pense inicialmente no conceito do seu projeto e, principalmente, o que deve ser transmitido. Certamente essa é a etapa mais importante do projeto. Ao entender o que se quer e o que é necessário, depois disso poderá acrescentar os instrumentos de iluminação. Na sequência pensar nos efeitos que realizará. Caso o diretor/organizador quiser algo fora do conceito que ele mesmo apresentou. Acima de tudo: dê sua visão do assunto, afinal de contas você é o especialista! Enquanto isso, dica importante: não se deixe intimidar nem assuma uma posição subalterna sobre a sua função. Saiba que um projeto em Iluminação Cênica é tão importante seu lado artístico quanto técnico. O profissional responsável dessa iluminação precisa ter voz ativa dentro dessa parte do processo. Brindes especiais do post Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o Podcast do “Cartilha de Iluminação Cênica”, ouça no link abaixo: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!