Iluminação Cênica e o Pré-cinema – efeito Pepper’s Ghost – parte 1/3
“Iluminação Cênica e o Pré-cinema” é uma trilogia especial para o Halloween que reescrevo de meu antigo blog.
Nessa trilogia comento sobre a importância da Iluminação Cênica e outras artes visuais responsáveis pelo cinema de terror que temos hoje em dia, divirta-se.
A CRIAÇÃO DO EFEITO “PEPPER’s GHOST”
Original de minha postagem “Enquanto os fantasmas nos divertem”.
Aproveitando o Halloween e comento aqui um truque de ilusão que foi uns primórdios da utilização de projeção e reflexão num teatro (não me esqueço que a sombra é milenar) e sempre a Iluminação Cênica presente.
No terceiro post comento que “os fantasmas nos divertem” numa data como esta. Me remeto a um personagem de um dos meus preferidos filmes que é Jack, criado por Tim Burton, (The nightmare before Christmas) com título traduzido “O estranho mundo de Jack“.
Por eu ter um objetivo com este blog ligado diretamente a pesquisa e com informações seguras e comprovadas, todas as fotos estão linkadas para a matéria original, diretamente na fonte de onde retirei as imagens.
Tem uma semelhança ao meu post especial de Halloween: a inovação; “Jack” foi o primeiro longa de animação que se tem registro, assim como o efeito de aparição fantasmagórica que falarei neste post em especial.
Iluminação Cênica e aparição de fantasmas em cena
O primeiro registro que se tem na história de um efeito de aparição de fantasmas, data do ano de 1860.
Conta a história que o engenheiro inglês Henry Dircks, e químico John Henry Pepper (1821-1900), após uma parceria, desenvolveram o efeito que levou o nome “Sgt. Pepper’s Ghost”:
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no qual criou mecanismos com truques de reflexão em vidros e espelhos,
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existe um indício que já usavam um truque parecido antes disso, mas a confirmação datada é somente esta.

A foto acima é uma ilustração do exemplo de ilusão de Pepper em ação, como ilustrado em um manual da virada do século.
Observe que o “fantasma”, no painel superior, representa num ângulo de imagem em que o público percebe o realismo, mesmo não sendo um ator real.
O único artista real nessa imagem está abaixo do público e fora do alcance de visão, sendo iluminada por um projetor, com uma fonte de iluminação com velas, refletido no vidro.
Tão logo o efeito foi mostrado, ganhou repercussão e teve o nome ligado ao seu criador “Pepper’s Ghost”.
Apesar do efeito ser muito simples, havia alguns inconvenientes e limitações, o vidro era um deles, era grande e seu manuseio era com todo o cuidado por ser muito pesado, e uma vez fixado não haveria muita movimentação.

Esse foi um outro inconveniente quanto a acústica. Sabe-se que naquela época (século 19), não haviam amplificadores nem microfones, e o vidro criava um espécie de escudo acústico.
Corria-se o risco da plateia não ouvir alguma parte da encenação.
Devido a isso, o efeito foi logo adaptado em feiras, casas assombradas, passeios escuros e espetáculos de carnaval, que mostra um fantasma parado, sem estar envolvido com a platéia.
Há registros desse efeito pela iluminação cênica em espetáculos de “Christmas Carols” (de Natal) e produções de Shakespeare como Hamlet e Macbeth.
Atualmente são muito bem empregados nos parques, em entretenimento como da Disney World, onde é uma atração da Haunted Masion, que desde a década de 90, existe um salão de festas, onde é possível visualizar fantasmas mecatrônicos executando movimentos fora da vista do público, enquanto o espectador percorre um mezanino elevado e visualiza o belo efeito do ângulo superior:
Iluminação Cênica e o efeito “Pepper´s Ghost”?
Para quem conhece o grupo Gorillaz, sabe que os artistas nunca apareceram em público e seus clipes são desenhos de animação (digo que são fantásticos).
Além dessa ótima jogada de marketing, a mais surpreendente foi um de seus shows que estreou em novembro de 2005, no qual apareceram como personagens em 3D e dividiram o palco com artistas reais:
Cara Speller, produtor do show do Gorillaz ao vivo, comenta sobre o show:
“É uma tecnologia bastante antiga. . É essencialmente “Pepper’s Ghost”, que foi uma adaptação para o Victorian (local do show ao vivo) de reflexão e projeção para os espelhos.”
Veja no vídeo abaixo, a partir de 2:27 , um pedaço desse efeito:
Especial Iluminação Cênica e Pré-Cinema, links de auxilio
Vídeo bônus de efeitos visuais:
Crie você mesmo seu “Pepper´s Ghost”
Links com informações sobre “Pepper’s Ghost”, dos quais também utilizei para consulta:
capa: https://br.pinterest.com/pin/554576141592301724/?lp=true
http://www.acmi.net.au/AIC/PEPPER_BIO.html
http://easyweb.easynet.co.uk/~s-herbert/pepghost.htm
Links de pesquisa sobre os assuntos:
… continua no post “Iluminação cênica e o pré-cinema” – o período Phantasmagoria – parte 2/3 ….
OBSERVAÇÃO: Para que não ocorram confusões futuras e caso algum artista mencionado nesta série especial sinta-se incomodado com o post, peço a gentileza de entrar em contato comigo através de meus canais digitais, grato.
Brindes especiais do post
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