Iluminação Cênica e as sombras. Uma série especial em que o convido a aprofundar mais seus estudos para seus projetos em iluminação. Ser Iluminado, comentarei nesta série sobre 21 artistas e seus trabalhos artísticos com luz e sombra. Certamente servirá para amplie seus instintos e suas idéias. Grande Ser Iluminado, tudo bem contigo? Apresento 21 artistas e designers, nacionais e internacionais. Eles serão capazes de impressioná-lo com suas habilidades em trabalhar a iluminação e manipular a sombra de forma de forma original. Esta série será dividida em 5 partes, em que o primeiro post será apenas com 1 artista e o outros 4 cada com 5 artistas cada, estarão em ordem alfabética para que seja mais justa a distribuição entre eles. Tamanha é a grandiosidade de suas obras para o seus estudos, que não quero evidenciar nenhum deles. O mais importante é colocá-los de maneira a conhecer e mostrar suas obras, que mesmo diferentes utilizando o mesmo material que é a luz como corpo fundamental, nos apresentam em suas mais diversas técnicas, formas, cores e preenchimentos espaciais. ILUMINAÇÃO CÊNICA E SOMBRAS Penso o quanto é importante saber e estudar a Iluminação em todos os seus aspectos. Portanto esta série especial vem tratar sobre isso. Todavia, o iluminador atual deve estar preparado para o mercado de trabalho. Na escola que estudei e a prática me ensinaram que o iluminador está no topo da linguagem visual com a luz e iluminação. Consequentemente ele deve saber lidar com muitas ferramentas, softwares, diversos estilos de espetáculos. Entender diferenças e usos corretos das funções sobre: Iluminação Funcional Iluminação Artística Caso queira saber mais sobre o meu comentário acima, acesse essa aula especial neste link. O primeiro artista Dentre os 5 posts procuro mostrar a diversificada forma de trabalhos possíveis e imagináveis com a iluminação cênica e sua relação com a sombra. Neste primeiro post será dedicado exclusivamente para um cineasta francês que “traz à vida uma sombra”. Em seu curta metragem que achei fantástico para abrir esse nosso diálogo sobre as vertentes que a iluminação cênica nos proporciona. Acompanhe nesta semana toda a série no “Cartilhas de iluminação cênica”, que é um dos canais mais antigos em iluminação de nosso país. Veremos nesta primeira parte estão: 1 – Alain Fleischer: francês, escritor, cineasta, artista e fotógrafo, num curta-metragem que dá vida a sombra 1 – Alain Fleischer Alain Fleischer nasceu em 1944, em Paris, é escritor, cineasta, artista e fotógrafo. Ele vive e trabalha entre Paris, Roma e Tourcoing. Tem estudos na literatura moderna, linguística, semiótica e antropologia na Sorbonne e na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais. Depois disso lecionou em várias universidades, escolas de arte, cinema e fotografia, e tem levado inúmeros master classes na França e no exterior. Abaixo o curta-metragem em stop-motion “Les hommes dans les draps” (livre tradução: “O homem em folhas”), com exímio e delicado trabalho de imagem e fotografia em que utiliza o recurso da sombra que “ganha vida com um lençol”, de forma irreverente e inspiradora: Links para que possa pesquisar mais sobre Iluminação Cênica e Sombras: https://fr.wikipedia.org/wiki/Alain_Fleischer http://www.galerielereverbere.com/ficheArtiste.php?id_artiste=30 http://www.imdb.com/name/nm0281477/ Aproveite e siga para o segundo post sobre Iluminação Cênica e Sombras. Acesse este link para o segundo post aqui. Mais brindes especiais para seus estudos na Iluminação Cênica Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o Podcast do Cartilha de Iluminação Cênica, ouça no link abaixo: BORA ILUMINAR O MUNDO COM ILUMINAÇÃO CÊNICA!!! Atenção importante para os avisos a seguir: Acima de tudo, os artistas mencionados fazem parte de meu projeto de pesquisas em iluminação desde o início dos anos 2000. Portanto, tenho a função de apenas divulgar as diversas formas de trabalho com iluminação (como podem ver em meus posts). Da mesma forma, não existe nenhuma remuneração neste post por nenhuma das partes. Caso haja algum problema e algum artista não goste da publicação, peço a gentileza de entrar em contato comigo para que seja retirado da lista.
Iluminador: a profissão do ‘visual’ para o entretenimento
Iluminador, esse post é especialmente desenvolvido para você, meu caro iluminado! Muitos profissionais e pessoas que desejam entrar na profissão me perguntam todos os dias sobre a função do ILUMINADOR. Entretanto, neste artigo vou comentar sobre essa função que causa tanta confusão e são ditas muitas besteiras em relação a ela. Logo na sequência um vídeo especial que falo sobre o correto uso do termo ILUMINADOR e outras funções. Por outro lado é mais importante é entender esse conceito que existe há 40 anos em nosso país. Qual a regulamentação na profissão do ILUMINADOR? Quais as funções que ela exige e você se encaixa, como ela foi regularizada, dentre outras informações profissionais relevantes? A iluminação cênica vem crescendo muito de uns anos para cá, devido a esse aumento e conhecimento em nossa área, houve a necessidades de realmente profissionalizar-se mais, lembro aqui que nossa profissão é regulamentada pela lei 6533 de 24 de maio de 1978 (fonte através do site da SATED SP). Essa regulamentação está bem desatualizada diga-se de passagem. Portanto já se passaram quase 40 anos e não houve sequer uma modificação ou quaisquer alterações. O ILUMINADOR além da Iluminação Cênica Então, penso que nossa área é mais abrangente quando nos colocamos à disposição para aumentar projetos em nossa função enquanto iluminadores e lighting designers que somos. Estudamos os equipamentos técnicos, todo seu processo físico (hardware) e digital (software). Portanto devemos sim começar a exigir de nosso sindicato nossos direitos. Podemos também projetar iluminação para: teatro, dança, eventos corporativos e até para galerias de arte juntamente com arquitetos e engenheiro. Entendemos sobre iluminação cênica e tudo que aborda e permeia os assuntos a nossa profissão. Devido a isso defendo que somos ILUMINADORES PARA O ENTRETENIMENTO. Isto envolve diversas áreas para que possamos ampliar nosso campo de investigações e processos de trabalho. No vídeo, amplio mais essa minha defesa e argumento a importância de nos atualizarmos em nossa carreira juntamente com o SATED regional. É um direito nosso previsto em lei, enquanto não nos unirmos nunca conseguiremos de forma alguma, melhorar nossas condições de trabalho em nosso pais. Brindes especiais para sua carreira na Iluminação Cênica Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o Podcast do Cartilha de Iluminação Cênica, ouça no link abaixo: Outros vídeos que comento sobre nossa carreira de ILUMINADOR na Iluminação Cênica (seguido do Podcast): BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Iluminação Cênica e os conselhos de meu Mestre
Iluminação Cênica e alguns conselhos de meu mestre e professor, caro ser de luz!! Caso ainda não saiba, estudei com Maurício Rinaldi em Buenos Aires/Argentina. Fiz isso através de 2 intercâmbios, e tive a grata satisfação de participar de 60h de seu curso teórico e prático em seu laboratório ARS LUX. Curso que me fez repensar em toda a iluminação cênica de forma muito diferente da que eu pensava antes de conhecê-lo. Iluminação Cênica e todo meu aprendizado Ao voltar desse primeiro intercâmbio da Argentina (2009), voltei com muito material e comecei a organizá-lo mais em blog (que agora estou passando aos poucos para esse espaço em meu site). Portanto isso fez com que grande parte do que aprendi possa auxiliar a outros profissionais da iluminação cênica e assim trocarmos sempre informações e consigamos organizar juntos tudo que envolve a temática da iluminação. “Aprendi com Maurício que não preciso ter medo de passar o que aprendi, todo e qualquer aprendizado é uma troca. Devido a isso montei e mantenho o blog – há 10 anos.” Através do canal e do site disponibilizo grande parte do material. Isso para ajudar a outros profissionais quanto a necessidade de crescimento em nossa profissão. Acima de tudo é uma forma de agradecimento em dividir contigo essas informações. Em outras palavras: É um sonho meu, que me abro agora contigo, fazer com que esse material ajude outros profissionais do setor. Sobre o canal Cartilha de Iluminação Cênica Atualmente, mantenho um canal no youtube e este site. Confesso não tenho medo algum de passar tudo que sei, mesmo ouvindo críticas de diversos profissionais da área e amigos. Sempre busco cursos em nossa área e também de crescimento profissional. Além de ser curioso e gosto de saber tudo que está ocorrendo em nosso mercado da iluminação, seja ele nas artes, na arquitetura, na engenharia. Como resultado o importante para mim é cada vez mais e trocar essas informações com você, que assim como fui lá há uns 15 anos atrás, possa receber as informações de maneira mais fácil, acessível e confiante. Deixo esse vídeo especial. Nele é uma entrevista com um de meus mestres: Maurício Rinaldi. Gravamos em seu estúdio ARS Lux em Buenos Aires/Argentina. Brindes especiais para sua carreira na Iluminação Cênica Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o Podcast do Cartilha de Iluminação Cênica, ouça no link abaixo: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Iluminação Cênica: minimalismo no uso da tecnologia
Minimalismo na Iluminação Cênica com uso de uma técnica que aplico chamada de “Iluminação das Possibilidades”. Isso mesmo, parte desta técnica é destina aos Instrumentos de Iluminação Cênica Multiparâmetros usados de forma simples e com alto impacto visual, esse é o assunto que quero conversar hoje contigo, caro iluminado. Hoje mostrarei um vídeo sobre a final do tão conhecido programa XFactor de 2008. O programa, para quem não conhece, trata-se de um concurso que seleciona novos talentos do ramo musical. É como uma franquia em todo o mundo. E esse vídeo em especial foi gravado entre os finalistas da Inglaterra com a candidata Alexandra Burke. Uso de Instrumentos Multiparâmetros (robóticos) A finalidade de mostrar esse vídeo, é mostrar como é possível sem simples nos assunto referente a qualidade visual da Iluminação Cênica com instrumentos Multiparâmetros. Neste caso são utilizados Moving Lights somente na cor branca. Gostaria que percebe-se a possibilidade em termos a qualidade dos aparelhos numa proposta visual minimalista. Tudo isso sem “piscar’ ou utilizar troca de cores. Ou seja, que na maioria dos casos é utilizada de forma errônea e criando um visual que fica desinteressante para quem assiste. Sei que esse programa possui uma qualidade técnica para criação da Iluminação Cênica com um potencial surpreendente. Entretanto mas há um trato delicado da união entre a arte e tecnologia. Penso que é o que devemos buscar em nossos projetos na área do entretenimento. Precisamos lembrar de alguns argumentos de Stanley MacCandless que propôs alguns recursos de “ferramentas para criação visual através da iluminação cênica”. No qual comenta sobre questões de aplicação de processos como SELETIVIDADE e ATMOSFERA (também criada pelo auxilio do gelo seco). São formas de auxílio para contar a história e levar o espectador a adentrar no universo do que está sendo demonstrado. Em primeiro lugar, penso que são mecanismos que todo iluminador deve dominar. Ou seja, em todo o processo do projeto na criação e elaboração da Iluminação Cênica, no entretenimento ou arquitetural. Existem demandas que são interessantes estudarem para serem aplicadas, que nos auxiliam na composição visual do que queremos e deverá ser mostrado. Minimalismo na Iluminação Cênica Percebam que o Lighting Designer optou por uma Iluminação Cênica mais minimalista, sem trocas de cores, gobos, muitos e grandes movimentos. Número de equipamentos reduzidos e bem utilizados, gostaria que percebe-se esses detalhes no vídeo que demonstrarei a seguir. Claro que Alexadra Burke ajuda muito, a interpretação física e vocal ajudam muito. Durante isso, a Iluminação Cênica auxilia no clima e na atmosfera criada apenas com a mais simples das cores: o branco. Concluindo, percebam que a Iluminação está unida à Fotografia para câmera, na mesma linha minimalista. Mais importante: de forma discreta, alinhada a Iluminação de Fotografia para a gravação. Para se pensar em sua criação Depois disso, deixo como brinde um vídeo para pesquisa e depois responda a algumas questões: Imaginem se houvessem cores, qual ou quais você usaria? Com diversos movings espalhados, pensou em outras alternativas? E caso eu não tivesse movings, e somente luz estática, conseguiria o mesmo efeito ou algo parecido? Brindes especiais do post Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o Podcast do “Cartilha de Iluminação Cênica”, ouça no link abaixo: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Iluminação Cênica e os Fogos de Artifício
Falar em Iluminação Cênica é também agregar a pirotecnia através dos Fogos e Artifício. Caro Ser-Luz! Esse post foi escrito em 2017, e com prazer o trago para este novo blog. Os fogos de artifício surgiram numa brincadeira na China. Após a invenção da pólvora tomou uma nova forma e hoje nos encanta na área do entretenimento. Insight durante um Reveillon de 2016/17 Dizem que para espantar as más energias, começar o ano com muita vibração, é importante a queima de fogos. Confesso que só um louco como eu para ver os “fogos da virada” e já pensar em escrever sobre isso num blog. Mas brincadeiras e curiosidades a parte, vou falar um sobre sobre a pirotecnia, esse fenômeno químico que nos apresenta um espetáculo de cores e magia, hipnotizando-nos a cada segundo em que ocorre. A pólvora foi descoberta há cerca de 2000 anos, quando um alquimista chinês misturou salitre (nitrato de potássio), enxofre e carvão. Acidentalmente o aqueceu, descobriu que aquele pó negro e floculante formado. Em suma, quando ativado na queima, desprendia uma quantidade grande de fumaça e chamas, seu primeiro nome foi Huo Yao – fogo químico. Mas o emprego de estouros e pequenas explosões, remota há muito mais tempo, antes desta descoberta. Os chineses também perceberam que os bambus quando colocados no fogo criava um som, inchava e estourava – isso deve-se ao fato do bambu crescer rapidamente, cria bolhas de ar e de seiva em sua formação. Aproveitavam essa “explosão” em suas comemorações e festividades, e também para espantar os maus espíritos. Continuando a história Também sabe-se que esse conhecimento pirotécnico estendeu até a Europa pelos povos árabes e gregos, e foi desenvolvida na Arábia no século VII. Sobretudo pelo fato dos sais oxidantes de potássio serem bastante utilizados pelos alquimistas do Islã. Infelizmente, no início do século XIV, o ser humano aprendeu a usar a queima da pólvora para fabricação de projéteis em armas de bambu e ferro. Entretanto até o final do século XIX foi o único explosivo, quando veio a descoberta da nitroglicerina e a dinamite. No entanto a descoberta que alguns materiais poderiam resultar uma “cor” na explosão, veio com o acréscimo da pólvora aos metais de magnésio e alumínio, criando um grande efeito luminoso. Atualmente temos várias substâncias que ocasionam várias reações para o “visual das cores”, e que seus efeitos dependem da composição e estrutura da peca (que tem com principal objetivo armazenar a maior quantidade de energia num mínimo de espaço): – NITRATO + CARBONATO ou SULFATO DE ESTRÔNCIO = VERMELHO – NITRATO + CLORATO ou CARBONATO DE BÁRIO = VERDE – OXALATO ou CARBONATO DE SÓDIO = AMARELO – CARBONATO ou SULFETO DE COBRE + CLORETO MERCUROSO (CALOMENANO) = AZUL Para compreender melhor Na hora em que a pólvora (mistura de nitrato de potássio + enxofre + carvão) explode. Portanto essa energia produzida excita os elétrons desses átomos, ou seja, os elétrons “saltam” de níveis de menor energia (mais próximos do núcleo). Para níveis de maior energia (mais distantes). Quando retornam aos níveis de menor energia, liberam a energia que absorveram, na forma de luz colorida. Além disso outra curiosidade que podemos acrescentar: os efeitos modernos de gráficos e desenhos variados, ocorrem mesmo em três dimensões explodindo no céu. Esses efeitos são obtidos através do uso de equipamentos ou montagens estagionárias ou dotados de movimentos. Portanto ao vermos no céu todo aquele espetáculo, nem imaginamos o quanto é trabalhoso e complexo, o quanto foi necessário estudar e desenvolver para chegar na pirotecnia atual. Um belo espetáculo O vídeo abaixo você poderá ver 42 minutos de apresentação. Unem-se narrações, música, movings lights, lasers, iluminação em LED, um verdadeiro show de pirotecnia pelos chineses: Links de apoio foto capa: https://www.dictionary.com/e/kamuro-peony/# Brindes especiais do post Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o audio no “LIGHTCAST” do CARTILHA DE ILUMINAÇÃO CÊNICA: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Iluminação Cênica: função do iluminador
Caro iluminado, desabafo um pouco sobre a nossa função de iluminador, na área da Iluminação Cênica. Perguntas pertinentes à nossa profissão Venho me perguntando há um certo tempo, para ser mais honesto, há certos anos: qual é realmente o nosso papel na função de um iluminador em nosso país? para que servimos realmente? qual é nossa realidade? Questionando-me com meus botões – vejam que posso estar errado em meu pensamento. Não existe um curso em nível superior, que nos motive a estudar um bachalerado, licenciatura, ou mesmo especializarmo-nos em níveis de mestrado, doutorado ou mesmo PhD. A não ser se formos para alguma área coligada como cênicas, artes visuais, arquitetura, filosofia, etc. Mas é ai que nos deparamos com um outra questão que é: o estudo referente AO QUE PEDEM QUE VOCÊ DESENVOLVA. O setor acadêmico é bem direto e imparcial nesse aspecto. Então cabe a você, artista, formador de opinião, desenvolvedor das artes, um “quebrador” de paradigmas. Entretanto ao entrar para a academia, descobre que é proibido realmente desenvolver o que deseja e o que realmente quer. Portanto, recomeça um ciclo que muitos estudantes antes de você já desenvolveram em suas teses, e a sua tornasse mais uma dentre as tantas…. e por ai vai. Entretanto sempre aprendi que um iluminador tem que conhecer muito bem equipamentos. Estar “antenado” com desenvolvimentos técnicos que possam auxiliá-lo em criação de seus projetos. Conhecer tecnicamente cada lâmpada e detalhes técnicos dignos de um mestre. Além do que citei, ocorre: o conhecimento no desenvolvimento visual e enriquecimento de sua cultura em artes visuais, história, filosofia, psicologia, fisiologia da visão, física, matemática; conhecimentos estratégicos de administração e logística, uma série de fatores que nos faltam num único curso; e acabamos por buscá-los separadamente, o que leva o mesmo, ou até mais, anos que cursar um nível superior até doutorado. Vejo o “iluminador” com conhecimento amplo na área da iluminação, não somente em shows, área cênica, e por ai vai. Mas também como um possibilitador para projetos luminotécnicos. Afinal, trabalhamos com a mesma matéria prima que é a LUZ. Para finalizar… Acho que este post é mais um desabafo do que qualquer outro que escrevi por aqui. Talvez seja por estar esgotado de ouvir tantos profissionais falando muita besteira acerca da profissão e conhecimentos necessários. Bem como assistir e ver trabalhos iguais em tudo, desde teatro, dança, shows, passando por residências, arquiteturas. É notório ver profissionais da iluminação mais preocupados com seus egos do que qualquer outra coisa, preocupados em sair em revistas e em modismos, e se esquecem dos aspectos funcionais e artísticos das obras das quais assinamos. Parte disso é nossa culpa também, pois, devíamos ser mais organizados e mais chatos com nosso sindicato, conhecermos melhor a lei e lutarmos por ela, para que nos auxilie e não somente nós corrermos atrás dela quando temos alguma problema com o trabalho nosso. Post com acréscimo de informações sobre ser Iluminador: Bob Wilson na Iluminação Cênica Dicas bônus para a Iluminação Cênica Caro iluminado, cara iluminada, espero que este post ajude muito em sua carreira, quaisquer questionamentos sabe que poderá entrar em contato comigo quando quiser. Agora poderá ouvir o audio no “LIGHTCAST” do CARTILHA DE ILUMINAÇÃO CÊNICA: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Iluminação Cênica ‘chiaro-escuro’ com Fritz Lang
Caro iluminado, grandes diretores nos brindam com suas excelentes fotografias nos filmes. Fritz Lang é um mestre de técnicas aplicadas ao visual cinematográfico, por isso comento hoje sua obra inspirada em Brecht. Sabe aquele filme que antes de assistir já criamos um pré-conceito dele, mas ao final agradecemos por tê-lo assistido, e chega a arrepender-se por não conhecê-lo antes? Pois é assim que me sinto hoje, neste momento. Após assistir “Os carrascos também morrem” (Hangmen Also Die!) – 1943 – direção de Fritz Lang e obra de Brecht e Lang, com roteiro de John Wexley. O roteiro É uma obra de arte, conta a invasão nazista na Checoslováquia no período da segunda guerra mundial. Através de personagens da resistência quanto ao regime em seu país, no qual manipulam investigações para enganar a Gestapo que busca o assassino de seu líder, o autor do crime – que logo no início já sabemos quem é – busca refúgio na casa de um professor, que também é procurado pelos alemães, criando a partir daí toda a trama, numa obra cinematográfica que mistura a ficção e a realidade da qual sabemos que o regime ditatorial de Hitler agiu por onde passou. o filme demonstra claramente, assim como a maioria das obras de Brecht, o quanto é importante unir-se com inteligência para derrubar um comando forte e sem piedade como foi o de Hitler; uma abordagem muito inteligente da forma com que um povo desprovido de armamento e poder, deve usar o poder da palavra, influência informal e principalmente, a manipulação de situações através de situações perspicazes com ousadia e muita inteligência organizada para derrota de um poder que oprime o seus cidadãos. Iluminação Cênica, nunca julgue antes… Mas voltemos agora a algo que nos interessa muito, eu disse que assisti com um pré conceito por causa do diretor, lembro de seu filme Metrópole, que confesso não ter gostado, e julguei por esse motivo, mas o respeito pela forma com que “re”criou o cinema e sua importância dentro dele, bem como a forma ousada e vanguardista com que dirigia toda sua equipe, criando um cinema além de seu tempo, e técnicas que deram início a uma nova visão dos filmes e gravações, e neste filme não foi diferente! A direção de câmera, os personagens em quadros perfeitamente encaixados, isso sem contar na fotografia, digna de ser minuciosamente estudada, mas aqui farei apenas um esboço para atiçar a sua curiosidade em assisti-lo. Como em meus comentários o que importa é a cena visual, não falarei sobre os personagens, mas sobre a cena em si, como um todo. Busquei diversas fotografias das cenas que tenho guardado na memória, e achei apenas algumas das quais comentarei aqui: Esta cena apresenta-se logo no início, após o crime que o personagem comete, e aparecesse fugindo da Gestapo, reparem que ele aparece num “quase escuro”, com apenas uma incidência de luz em praticamente metade de seu corpo, e as sombras que demonstram seu semblante de cautela. Outra cena que comento passa-se dentro do escritório da Gestapo, em que uma senhora é interrogada e “quase” manipulada a comentar sobre ocultar informações do matador do líder da organização. Preste atenção na fotogrfia acima, em que “brinca” com a sombra, num clima de suspense. Causa a impressão que esses “generais da Gestapo” fossem seres ocultos, com uma “alma escura”, uma cena muito interessante, uma fotografia maravilhosa. A importância da fotografia em preto e branco e Iluminação Cênica Ver toda a fotografia, num filme em preto e branco, nos mostra: o quanto a luz, mesmo sendo somente a cor branca, nos possibilita trabalhar com o contraste “chiaro-escuro”, que foi um dos princípios de iluminação do grande encenador, também tcheco, Svoboda, e… posso citar também os estudos de Adolph Appia, suiço, nos deixou em seus escritos. Cabe a nós iluminadores sabermos trabalhar com isso, não adianta enchermos de cores se não sabermos nem como o branco age em nosso campo físico-material, para que possamos entendê-lo como ela age em nossa psique-semântica, para depois de toda essa compreensão, iniciemos nossa trajetória da pesquisa cromática nas cenas em que trabalhamos. Na sequência, uma série visual da bela fotografia deste filme, que nos inspira em nossos projetos da iluminação cênica: Deixo aqui 2 sugestões de meus posts para complementar à leitura: Iluminação Cênica é a engrenagem da ação visual Iluminação Cênica: obras George de La Tour Links de fotos e comentários de base para o texto: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-6168/ http://rubens-oscarrascostambemmorrem.blogspot.com.br/ http://blogs.estadao.com.br/luiz-carlos-merten/a-parceria-brechtlang/ http://maniacosporfilme.wordpress.com/2010/11/15/os-carrascos-tambem-morrem-uma-propaganda-de-guerra-com-falhas-mas-que-entretem/ http://memorialdafama.com/cinemania/C/CarrascosTambemMorrem.htm https://quixotando.wordpress.com/2007/09/12/os-carrascos-tambem-morrem-hangmen-also-die-1943/1943-hangmen-also-die-os-carrascos-tambem-morrem-011/ https://dicasdefilmespelascheila.blogspot.com/2018/10/filme-os-carrascos-tambem-morrem-1943.html Os Carrascos Também Morrem (Hangmen Also Die!, 1943) Brindes especiais do post Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o audio no “LIGHTCAST” do CARTILHA DE ILUMINAÇÃO CÊNICA: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Vela e sua história na Iluminação Cênica
Galera ilumina, nesse post ” Vela e iluminação cênica “, quero contar um pouco da história deste instrumento que há anos está presente nos palcos e em nossas vidas. Para isso, busco no “Dicionário de Iluminação Cênica, de minha organização”, sobre o surgimento da palavra: VELA (iluminação): deriva do Latim vigilare, “cuidar, observar, vigiar”. Veio de uma raiz Sâncrita vag’ayami, que quer dizer: “incito, turno alerta, alegre” (fonte: Dicionário de Iluminação Cênica, de Alessandro Azuos) Conhecendo sua história A luz de velas para a iluminação, tanto no sentido funcional quanto simbólico, está presente no mundo,. Assumidamente, em torno de 2.000 anos, não sabe-se ao certo quando as velas foram criadas, o que sabe-se através de escritos bíblicos, é que foi introduzida a liturgia cristã em 300 DC. Há vestígios também, de que foram achadas nas pirâmides um certo instrumento muito parecido com a vela que era fabricado por um resíduo em que era aproveitado os restos das lucernas. Colocavam um cordão no meio e a finalizavam com uma espécie de breu em volta deste material para que não se desfizesse, e assim pudesse criar uma iluminação. As Velas As velas estão entre as fontes de uso da antiguidade. O fato de terem sido introduzidas nas religiões. Principalmente a cristã, deve-se ao fato que os muitas pessoas realizavam seus cultos em cavernas, escondidos devido a proibição. Utilizavam velas para iluminar os locais, motivo que as utilizam até os dias atuais dentro de seus simbolismos sagrados (por isso vem do latim “vigilare” e significa cuidar, observar, vigiar). Outro fato interessante da presença simbólica da iluminação de velas está no bolos e começou na Grécia antiga. Os gregos costumavam acender velas no bolo oferecido à deusa Artemis (deusa da caça) que era associada ao luar e à magia, e para eles, as chamas das velas simbolizava a luz do luar. Idade Média Esse costume chegou à Alemanha, então os camponeses faziam festas que começavam ao raiar do dia. Então as velas eram acesas e as crianças acordavam com a chegada do bolo. Nessa época o bolo não vinha com a quantidade de velas da idade, porém recebia uma vela a mais para representar o simbolismo da iluminação com referência a: “luz da vida”. No teatro podemos citar também seu grande uso em espetáculos, porque a iluminação cênica era feita em salas fechadas até o advento da luz elétrica. Imaginem assistir a um espetáculo em que a luminosidade fica oscilando devido a chama, ou pior, os grandes castiçais que iluminavam a sala toda do teatro. Respingavam cera em quem estava abaixo dele, não é a toa. Por isso foram criados os camarotes para os nobres e o povo permanecia abaixo. Independente de sua origem, a vela é uma fonte de iluminação que inspira a momentos aconchegantes. Num jantar a dois, um momento romântico, a brincadeiras de contar histórias. Entretanto, sabe-se que são utilizadas em rituais em diversas culturas. É uma forma de energia simples e usarmos na decoração de uma casa. Ora é simplesmente para enfeite ora para causar um charme ao local. Outra curiosidade: Ao lado, vemos o que podemos chamar de “primeira tentativa de dimerização da luz na história”. Foi uma idéia que ocorreu na idade média. Sabattini (referência em criações de maquinaria teatral da idade média) deixou em seu livro uma maneira de como diminuir a luz da cena, utilizando dois cones. Entende-se que quando manipulados para cima e para baixo, alterava-se a intensidade da iluminação. Um detalhe, não tem-se a certeza se isso foi utilizado ou não por ele. Dicas de vídeos: Reconstrução do dimmer de Sabatini: Reconstrução do teatro barroco e Velas na Iluminação Cênica Fontes: “A história da iluminação Artificial” de Natale Bonali http://www.lumearquitetura.com.br/lume/default.aspx?mn=632&c=1326&s= http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/vela/ https://www.historytoday.com/reconstructing-baroque-opera https://www.youtube.com/watch?v=j6SKVgOTCxs https://br.pinterest.com/pin/304485624777171659/ https://www.bristol.ac.uk/drama/jacobean/research3.html Brindes especiais do post Caro iluminado, cara iluminada, espero que este post ajude muito em sua carreira, quaisquer questionamentos sabe que poderá entrar em contato comigo quando quiser. Agora poderá ouvir o Podcast do “Cartilha de Iluminação Cênica”, ouça no link abaixo: Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. BORA ILUMINAR O MUNDO!!!
Bob Wilson na Iluminação Cênica
Bob Wilson na Iluminação Cênica Minha experiência na Iluminação Cênica e o universo de Bob Wilson, descritas especialmente a você: SER IILUMINADO. Descrevo meu comentário sobre uma montagem no Brasil de Bob Wilson. o espetáculo “The old woman – A velha”, participando do elenco o bailarino e ator Michail Barishinikov e ator Willen Dafoe. Sempre digo que os espetáculo de Bob Wilson são impecáveis, surpreendentes e grandiosos. Em todos os sentidos, e assisti-los é muito mais que um prazer na arte, é uma aula de estética visual incomparável. Além do elenco se alinhar desde a movimentação dos atores no palco, texto, figurinos, iluminação, sons e trilha sonora, efeitos especiais, cenários e toda uma maquinaria cênica que envolve o espectador de tal maneira, que é impossível deixar de ficar fascinado com o espetáculo. Parte do processo de criação por Bob Wilson Bob Wilson é sutil e delicado em tudo que faz. Sabe colocar tudo no momento certo no palco e nesse montagem em especial. A peça foi escrita para a linha de trabalho do teatro do absurdo. Mas ele consegue juntar tantos elementos que se encaixam, pois mostra toda a sua criatividade de adaptação e diversas formas de se atuar, sem interferir na temática central do espetáculo. Mesmo que você não seja um profissional da arte, você sai do espetáculo com vontade de voltar mais vezes e ver espetáculos de teatro que realmente valham a pena, por exemplo. O interessante são as misturas artísticas que faz. Mistura o teatro do absurdo, com cenas de Vaudeville, Teatro Nô e teatro físico. Tudo isso cria dinamismo espetacular para o espetáculo. Também fazem com o espectador fuja da realidade da vida em todo momento que esteja vendo. Situações engraçadas e tristes, visual em todos os planos de palco que se possa usar, toda a caixa cênica tomada ora por luz, ora por cenários, ora por atuações, esse é o encenador Bob Wilson. O elenco Barishinikov e Willen estão surpreendentes, uma preparação vocal e física de ambos, que é encantadora: Barishinikov já sabia de seu poder de interpretação através de sentimentos (assistam ele em “O sol da meia noite”, na coreografia de abertura “Le jeme home et la mort” de Roland Petitt e entenderão do que estou falando), Enquanto bailarino não nos mostrou somente sua grandiosidade técnica no corpo, ams também na maneira com que interpretou nos grandes ballets clássicos que sempre protagonizou; Willen Dafoe nos brincou com suas interpretações nos filmes “Mississipi em Chamas”, “Platoon”, “Ruas de fogo”, “O aviador”, “Batman”, dentre outros. Vem de carreira teatral, e sua interpretação vocal nos personagens do texto são de arrepiar. Ambos estão tão interligados no palco, que em diversas situações você se pergunta quem é quem mesmo? A direção de Bob optou por criar um único personagem para os dois, o escritor, e com o mesmo figurino. mantém o público entretido, apenas mudanças de ambientes através da iluminação e cenografia, auxiliam na “troca de personagens” de cada um deles, mostrando o que é o poder de uma bela direção e dois atores que o surpreende a cada cena. Algumas cenas Falando da iluminação, todos sabem que sou o fã número 1 do Bob Wilson no Brasil. Comento e mostro algumas fotos que achei na net (as fotos estão “linkadas” com o site original), abordarei sobre a estética visual da cena proposta: – abaixo: “cena 4, o escritor quer trabalhar e entra a velha e começa a lhe dar ordens”. Percebam como Bob trabalha com cor complementar (verde e vermelho) e uma análoga ao fundo (Lavanda). Por isso sempre trabalho nas oficinas a importância de conhecer tecnicamente as cores, isso prende a atenção do espectador e demonstra muito conhecimento e um trabalho extremamente técnico: – aqui uma outra “cena 5: Poema do sonho 1”, Bob opta por trabalho com sombras. Percebam a dimensão em que a cena é proposta, o trabalho de perspectiva que a sombra nos impõe a observar. Mostra-nos que o palco aparentar ser bem maior do que é, o ciclorama é iluminador num tom mais frio, criando a impressão de profundidade. As árvores, colocadas de maneira aérea (percebam que não encostam no chão) nos cria a sensação do irreal, de algo idílico, ao fundo o som da cena tem um pássaro cantando, a cena nos envolve de tal maneira que quebra a “quarta parede”, nos permite a sensação de estarmos juntos na cena, em cima do palco. Meus registros …. O espetáculo me inspirou tanto que poderia escrever mais uns 20 posts comentando sobre cada detalhes. Mas minha intenção não é essa, é apenas mostrar a vocês, amigos iluminados. A importância de estudar a linguagem visual de para a criação de luz de um espetáculo. Quando digo que é necessário isso, muitos acham besteira. Sobretudo levanto a bandeira da importância de estudar um pouco sobre artes visuais. Principalmente cores, perspectivas, traçados, conhecer a vida de artistas, estudar com carinho a arte impressionista, expressionista e surrealista. Contudo são artistas estudaram muito a noção de espaços e cores, cito os estudos de Paul Klee e Kandinsky que nos deixaram obras, e outros que já citei em posts anteriores. Fontes do post Links das fotos: http://www.lefigaro.fr/culture/2013/11/07/03004-20131107ARTFIG00341-bob-wilson-fan-de-lady-gaga.php http://www.cuttingedge.be/podiumexpo/robert-wilson-mikhail-baryshnikov-willem-dafoe–old-woman FABRICAÇÃO CADEIRA: http://www.rota-lab.com/en/space/installations/the-old-woman-en Brindes especiais do post Saiba mais no maior canal sobre Iluminação Cênica do Brasil, inscreva-se GRÁTIS agora mesmo aqui. Agora poderá ouvir o Podcast do “Cartilha de Iluminação Cênica”, ouça no link abaixo: BORA ILUMINAR O MUNDO!!!